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O último dia

Dia 24/04/10

Acordamos cedo e fomos direto para o aeroporto de luxor, que por sinal é lindo! Foi com tristeza que entrei naquele avião.... Uma sensação estranha tomou conta.... Mas o que poderia fazer? Era chegado a hora de partir.

Chegamos umas 10 e pouco da manhã em Cairo, como tínhamos até as 11hrs da noite, decidimos  passar a tarde no khan.



Não comprei nem metade do que precisa comprar, cansei de negociar e do povo enchendo o pacová, entuchando mercadoria na minha cara. Lá pelas 19hrs chegamos ao hotel, arrumei minha malas, tomei banho e esperei a hora de ir para o aeroporto. O clima entre o grupo e a agência tava tão pensado que eu não conseguia relaxar, resolvemos procurar algum lugar para comer, mas as redondezas do hotel , que alias não recomendo nem para meu inimigo, eram, como vou dizer, nada convidativa para um passeio!

Porém na volta do passeio, presenciamos a entrada de uma noiva em sua festa, foi lindo, um pequena banda começa tocando um música bem alegre, a noiva fica na entrada esperando até o momento em que o Zaffe  ( Ritmo de compasso 4/4. É um ritmo lento, específico para casamentos, usado geralmente para a dança do candelabro. Pode ser cantado assim: DUM TAKATATA DUM TATA.) é tocado !

Pensei comigo, até o último minuto dessa viagem vivênciamos a cultura egípcia, presenciamos o dia-a-dia de um povo muito diferente do nosso e muito diferente do eu vi em Dubai, os egípcios são extremamente religiosos, vi homens com a testa marcada de tanto rezar, vi homens rezando em pleno khan el Khalili, vi o "afobamento" para não dizer outra coisa,  ao ver um pedaço da perna ou os ombros de alguma turista, vi também o quanto eles se preocupam com a impressão que os turista tem, se alguém te faz alguma coisa, fala mais alto com você por exemplo, que é normal para eles , afinal eles são árabes e você não gosta  na hora eles te pedem desculpa e oferecem presentes.... Enfim essa viagem foi um mergulho cultural, devo admitir que não foi fácil digerir ou até mesmo entender mas valeu cada segundo de aprendizado.

No Egito você  presencia dois mundos muito diferente, o egito faraônico e o egito árabe, só posso dizer que é uma experiência louca, cheia de contradições, aprendizados, superações e de entendimento! Se você  for para o Egito, não tenha medo de conhecer o egito árabe, olhe para o povo e tente decifrá-los, se você conseguir me conte!

* Agora que terminei o diário, postarei aqui algumas curiosidades, fotos interessantes, filmes, dicas etc... Continue com a gente ;)

O vale dos Reis

Dia 23/04/10

O lugar mais emociante que visitei no egito foi o vale dos reis ( grande vale montanhoso no Egito onde, por um período de aproximadamente 500 anos foram construídos tumbas para os Faraós e nobres importantes do Antigo Egito (entre a XVIII e a XX dinastias. Com as descobertas de 2005 e 2008, o Vale contém agora 67 tumbas e câmaras, variando em tamanho desde uma simples câmara aberta na rocha até um complexo com mais de 120 câmaras. As tumbas reais são normalmente decoradas com cenas da mitologia egípcia que testemunham as crenças e os rituais funerários dos períodos de sua construção. A maioria das tumbas foram violadas e saqueadas na antiguidade, mas algumas (como a KV62) permaneceram intactas até a sua descoberta dando ideia da opulência e do poder dos governantes de sua época.)

Lá não pode tirar fotos, acredito que é um dos únicos lugares que existe uma preocupação com a integridade das descobertas... porém mesmo com esse cuidado, podemos tranquilamente tocar nas paredes, que maravilhosamente ainda tem seus hieróglifos coloridos.

Abaixo fotos da entrada do Vale.

Visitamos três tumbas, Ramses II e III e a tumba de Tausert, ao todo são 67 tumbas e câmaras, um lugar  estranho de visitar se você pensar que lá e´um cemitério, porém totalmente surpreendente!

Saindo de lá passamos em mais uma  loja, ops "fábrica de pedras".



Drika negociando suas comprinhas!

Depois disso, fomos a templo de Hatchepsut ( Hatchepsut foi uma grande esposa real, regente e faraó do Antigo Egito. Viveu no começo do século XV a.C, pertencendo à XVIII Dinastia do Império Novo. O seu reinado durou cerca de vinte e dois anos.) 

Foi nesse templo que aconteceu o atentado terrorista de 97 (Seis terroristas islâmicos, supeitos de pertencer ao grupo Vanguardas da Conquista, uma facção da Jihad Islâmica do Egito chegaram no templo por volta das 08:45, e assassinaram dentro do templo, durante 45 minutos, com metralhadoras e facas, 58 turistas.)

A energia lá, apesar do templo ter sido todo rescontruído, é muito densa não me senti bem, queria ir embora logo.
  

Eu e Núbia descansando um pouco depois desse templo difícil !

 Demos uma paradinha rápida para tirar fotos nos Colossos de Memnon. (Colossos de Memnon é a designação atribuída a duas estátuas gigantescas do faraó Amen-hotep III ou Amenófis III da Décima oitava dinastia egípcia XVIII Dinastia, situadas na necrópole da antiga cidade de Tebas, a oeste da cidade de Luxor no Egito.Estas duas estátuas eram entendidas como guardiãs do templo funerário do faráo. O templo tinha cerca de 385 000 metros, sendo um dos maiores da Antiguidade, mas foi completamente destruído devido às inundações do Nilo e à extração de materiais.)

Nem me lembro que horas eram quando saímos dos Colossos, só sei que tava morrendo de fome! 
Voltamos ao navio, quando deu 15h05 encontramos o grupo para ir ao que seria nosso último passeio, o templo de Karnak e de Luxor.

 Cachorrinho tirando uma sonequinha dentro do templo de Karnak.

O templo de Luxo foi o templo mais destruído que visitei. Lá quase todas as religiões danificaram o templo, Muçulmanos construíram uma mesquita em cima dele, católicos pintaram santos, as cabeças de nenhum deus estava no lugar, todas foram cortadas.

É deste templo também que um obelisco foi roubado e está na franca.

A noite, no navio, assistimos uma show de dança do ventre com banda ao vivo e um bailarino sufi.

Mais a noite fomos dar uma volta pelo calçadão do rio, sentamos em um hotel de frente para o nilo e pela primeira vez tivermos o gostinho de tomar uma cervejinha (no egito , por ser um país muçulmano, bebida alcoólica é coisa rara e muito cara) básica para refrescar os pensamentos!

Fomos dormir chateados e decepcionados pois foi nessa noite que descobrimos que voltaríamos um dia antes para casa, ninguém gostou... até agora não sabemos direito o que aconteceu, se foi erro da agência, se foi erro nosso em não conferir... só sei de uma coisa, sempre que você comprar um pacote de viagem, peça um detalhamento exato dos dias e se certifique que no total, independentemente de fuso horário, você ficará no seu destino aquele número de dias.

Kom Ombo

Dia 22/04/10

Como é maravilhoso acordar no navio!!! O conforto dá de mil no hotel do Cairo, sem falar que aqui não tem aquelas enlouquecedoras buzinas do trânsito da capital... Eu nunca vi nada parecido, dá a impressão que a buzina dos egípcios é automática pois eles não pararam nem por um segundo de aperta-lá!



Logo cedo fomos ao templo em Edfu.




Depois navegamos até Luxor e fomos ao templo de Kom Ombo.


Os hieroglífos nas paredes saltam aos olhos, tive a ligeira impressão de estar vendo um super código ainda indecifrável... O que será que os antigos egípcios querem nos dizer?



Nilômetro - os nilômetros eram poços de grande largura, providos de uma escada que descia até o nível do lençol freático para permitir a mensuração das flutuações do nível da água do rio Nilo.

 Templo de Horus




Gatinho tomando conta da barca de Rá.


A noite no navio teve festa de Galabya ( traje típico árabe) nos divertimos bastante, até dançamos!!!


Eita que dia maravilhoso viu !